Educação Permanente como apoio à detecção e diagnóstico de alterações do desenvolvimento infantil

Autores

Palavras-chave:

Educação Permanente, Desenvolvimento Infantil, Atenção Primaria à Saúde

Resumo

A infância é uma fase da vida fundamental à constituição de todo sujeito, sendo a produção do cuidado em saúde e a detecção precoce de alterações essenciais para a promoção de um desenvolvimento infantil de qualidade. Partindo desta premissa, o presente artigo analisou os efeitos de uma ação de Educação Permanente em Saúde (EP) sobre desenvolvimento infantil. Participaram do estudo profissionais atuantes em uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) de um município do sul do Brasil, através de um delineamento qualitativo de natureza social. Os resultados evidenciaram que a EP realizada proporcionou aos participantes um espaço de diálogo, aprimoramento, reflexão e identificação de fragilidades no que se refere ao cuidado prestado à infância. Também se verificou que na equipe de Saúde da Família estudada as ações de EP ocorriam raramente, o que demonstrou que essa ferramenta deveria ser mais explorada nos serviços de saúde. Constatou-se a necessidade de um olhar e de uma prática profissional mais atentos ao desenvolvimento infantil, visto que o mesmo é o alicerce que sustenta todas as fases seguintes do ciclo vital. Portanto, um cuidado de qualidade na primeira infância é imprescindível.

Biografia do Autor

Suziane Klein, APAE Nova Petrópolis

Fonoaudióloga. Especialista em Saúde da Família e Comunidade.Atuante na Associação de Pais e Amigos de Excepcionais de Nova Petrópolis.

Lisandra Alves Nascimento, CAPSi/GHC

Graduada em Pedagogia Multimeios e Informática Educativa. Especialista em Gestão do Capital Humano e em Psicopedagogia Institucional. Mestre em Educação. Técnica em educação no Grupo Hospitalar Conceição no Centro de Atenção Psicossocial à Infância e Adolescência (CAPSi).

Killian Colombo, Residente no Programa de Gestão em Saúde/COREMU-GHC

Nutricionista. Especialista em Saúde da Família e Comunidade. Residente no Programa de Gestão em Saúde.

Referências

ALMEIDA, J.R. de S. et al. Educação Permanente em Saúde: uma estratégia para refletir sobre o processo de trabalho. Revista ABENO, Londrina, v. 16, n. 2, p. 7-15, 2016. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-59542016000200003. Acesso em: 11 jul. 2021.

ARAÚJO, L. F.S. de. et al. Diário de pesquisa e suas potencialidades na pesquisa qualitativa em saúde. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Vitória, v. 15, n. 3, p. 53-61, jul./set. 2013. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/6326/4660. Acesso em: 11 jul. 2021.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BARROS, F. C.; VICTORIA, C. G. Maternal-child health in Pelotas, Rio Grande do Sul State, Brazil: major conclusions from comparisons of the 1982, 1993, and 2004 birth cohorts. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2008001500012&script=sci_arttext. Acesso em: 23 set. 2018.

BLETZER, K. V. Visualizing the qualitative: making sense of written comments from an evaluative satisfaction survey. Journal of educational evaluation for health professions. v. 12, n. 12, p. 1-8, 2015. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4427856/. Acesso em: 26 fev. de 2020.

BRASIL. Lei 8080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 18055-18059, 20 de setembro de 1990.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento. Brasília: Ministério da Saúde, Cadernos de Atenção Básica, n. 33, 2012.

______. Educação Permanente em Saúde: um movimento instituinte de novas práticas no Ministério da Saúde: Agenda 2014. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

______. Diretrizes de estimulação precoce: crianças de zero a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

______. Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017a. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0002_03_10_2017.html#CAPISECI. Acesso em 07 set. 2021.

______. Portaria Nº 2.436, de 21 de setembro de 2017b. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html. Acesso em: 07 set. 2021.

______. Portaria de Consolidação Nº 3, de 28 de setembro de 2017c. Consolidação das normas sobre as redes do Sistema Único de Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0003_03_10_2017.html. Acesso em: 7 set. 2021.

______. Caderneta de Saúde da Criança. Brasília: Ministério da Saúde, 12ª ed., 2018.

CECCIM, R. B. FERLA, A. A. Educação Permanente em Saúde. In: PEREIRA, I.; LIMA, J. C. F. (org). Dicionário da Educação Profissional em Saúde. 2ª. ed. Rio de Janeiro: EPSJV, 2008, p. 162-168.

Dicionário Online do Português. Criança. Disponível em: https://www.dicio.com.br/crianca/#:~:text=substantivo%20feminino%20Menino%20ou%20menina,%3B%20quem%20%C3%A9%20ing%C3%AAnuo%2C%20inocente.&text=adjetivo%20Que%20se%20comporta%20infantil,meu%20pai%20%C3%A9%20muito%20crian%C3%A7a. Acesso em: 10 fev. 2021.

DYNIEWICZ, A. M. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 2ª ed. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2009.

GUTFREIND, C. Promoção, narração, brincadeira e imaginação em saúde. In: BRASIL. Ministério da Saúde (Org). Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento. Brasília: Ministério da Saúde, Cadernos de Atenção Básica, n. 33, 2012.

KUPFER, M. C. M. et. al. Valor preditivo de indicadores clínicos de risco para o desenvolvimento infantil: um estudo a partir da teoria psicanalítica. Latin American Journal of Fundamental Psychopathology, v. 6, p. 48-68, 2009. Disponível em: http://www.fundamentalpsychopathology.org/journal/v06n01/valor.pdf. Acesso em 10 fev. 2021.

MARIA-MENGEL, M. R. S.; LINHARES, M. B. M. Risk factors for infant developmental problems. Revista Latino-Americana de Enfermagem. [S.I.], v. 15, p. 837-842, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692007000700019. Acesso em: 10 fev. 2021.

MENDES, E. V. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. 1ª ed. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.

OLIVEIRA, L. D.; FLORES, M. R.; SOUZA, A. P. R. Fatores de risco psíquico ao desenvolvimento infantil: implicações para a fonoaudiologia. Revista CEFAC, v. 13, n. 1, p. 333-342, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rcefac/v14n2/205-10.pdf. Acesso em: 10 fev. 2021.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Manual para vigilância do desenvolvimento infantil no contexto da AIDPI. Washington, D. C., 2005. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/1711.pdf. Acesso em: 10 fev. 2021.

PIEROTTI, M. M. de S.; LEVY, L.; ZORNIG, S. A. O manhês: costurando laços. Estilos da Clínica, São Paulo, v. 15, n. 23, p. 420-433, jun. 2010. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282010000200009. Acesso em: 11 jul. 2021.

RAPPAPORT, C. R.; FIORI, W. R; DAVIS, C. Psicologia do desenvolvimento: teoria do desenvolvimento – conceitos fundamentais. São Paulo: EPU, 1981, v. 1.

STARFIELD, B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002.

TARJA Branca. Direção de Cacau Rhoden. Brasil: Maria Farinha Filmes, 2014. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DM6RKlmXJUU. Acesso em 13 jan. 2020.

UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira. Paris: UNESCO, 1996, 41 p. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por. Acesso em: 27 jul. 2021.

WINNICOTT, D. W. O brincar & a realidade. Rio de Janeiro: IMAGO, 1975.

WORDCLOUDS. Ferramenta online para gerar nuvem de palavras. Disponível em: https://www.wordclouds.com/. Acesso em: 09 nov. 2019.

Publicado

2021-11-22

Como Citar

KLEIN, S.; ALVES NASCIMENTO, L.; COLOMBO, K. Educação Permanente como apoio à detecção e diagnóstico de alterações do desenvolvimento infantil. Cadernos de Ensino e Pesquisa em Saúde, v. 1, n. 01, p. 28-47, 22 nov. 2021.