Educação para a morte em uma unidade básica de saúde
um relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.29327/269776.2.3-8Palavras-chave:
educação em saúde, morte, luto, atenção primária à saúdeResumo
Introdução: A morte é um processo pelo qual todo e qualquer ser humano passará, seja pelo seu ou pelo do outro. A educação para a morte surge enquanto uma possibilidade de ação frente ao despreparo existente culturalmente. Objetivo: Apresentar um relato de experiência de um grupo de sala de espera sobre educação para a morte na atenção primária à saúde. Metodologia: Foram realizados dois grupos de sala de espera nos quais a morte e o luto foram trabalhados por meio de técnicas de perguntas disparadoras e apresentação de figuras. Resultados e Discussão: Além do compartilhamento de vivências de luto recente, emergiram outras temáticas de saúde mental, como a depressão e ideação suicida. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são locais importantes para realização destas ações, objetivando tornar o tema mais presente e reduzir o tabu. A educação para a morte também pode ser oferecida para profissionais de saúde, especialmente em processo de formação. A sala de espera acontece em um momento no qual o usuário aguarda por serviços de saúde, o que favorece sua participação, mas requer cuidado, pois atravessa emoções que podem ter difícil manejo por profissionais não capacitados. Conclusão: Destaca-se a necessidade de intervenções de educação para a morte e o luto nas formações em saúde, bem como para a sociedade em geral. A UBS é um espaço importante para esse trabalho, pois propicia ações preventivas para abordar o assunto e identificar precocemente casos que demandem acompanhamento.
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