Segurança do paciente na atenção primária à saúde do GHC
Um processo inovador em saúde
Palavras-chave:
atenção primária à saúde, gestão de riscos, segurança do pacienteResumo
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui-se porta de entrada no SUS, com abordagem centrada no paciente. Apesar de ser considerada relativamente segura, eventos adversos estão presentes na APS, com estimativa de ocorrência de 2 a 3 incidentes a cada 100 consultas. Nesse contexto, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) implantou no ano de 2022 a Gestão de Risco Assistencial das Unidades de APS, com objetivo de melhoria da segurança dos pacientes, constituindo-se um processo inovador em saúde, uma vez que a Gestão de Riscos era limitada ao contexto hospitalar. Objetivo: Relatar um processo inovador em Gestão de Riscos em uma instituição pública de Porto Alegre. Método: Relato de experiência. Resultados: No âmbito da Gestão de Riscos, foi criado o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) da APS, com participação da equipe interdisciplinar das 12 Unidades de APS do GHC. São realizadas reuniões mensais do NSP e elaboradas ações baseadas nas Metas Internacionais de Segurança do Paciente instituídas pela Joint Commission International em parceria da Organização Mundial da Saúde, que são agrupadas em seis metas: identificar corretamente o paciente; melhorar a comunicação entre a equipe de saúde; melhorar a segurança na prescrição, dispensação e administração de medicamentos e vacinas; assegurar a realização segura de procedimentos; reduzir o risco de infecções; reduzir o risco de quedas e lesões por pressão. A partir das ações do NSP da APS foram elaboradas capacitações em segurança do paciente, com 593 profissionais capacitados em 2022. Conclusão: A partir da experiência relatada pode-se inferir que é essencial trabalhar a cultura de segurança do paciente na APS, para redução de danos evitáveis, redução de custos em saúde e melhoria da qualidade assistencial, constituindo-se um processo inovador, tendo em vista que a maioria dos serviços de APS no Brasil não conta com essa abordagem em segurança do paciente.
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