O espelho de Van Gogh
uma análise do funcionamento mental na criação artística
DOI:
https://doi.org/10.29327/269776.1.4-7Palavras-chave:
Van Gogh, criação artística, melancolia, identificaçãoResumo
O presente ensaio almeja estabelecer uma discussão teórica pautada pela hipótese de identificação entre pintor e modelo, identificação essa que pode repercutir em aspectos importantes na interface existente entre o funcionamento mental e o processo criativo. Vincent Van Gogh pintou dois retratos do médico Paul-Ferdinand Gachet em 1890, nos quais a tristeza do personagem é expressiva. O estado afetivo, depreendido nas pinturas analisadas, pode ser entendido como um movimento de transferência e sublimação da própria tristeza do pintor, uma vez que ele experimentou diversos episódios de depressão ao longo da vida. Além disso, considera-se a identificação como um mecanismo psicológico subjacente ao processo de criação, ou seja, é elemento significativo para o efeito estético, para a impressão final que as obras despertam no observador.
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