Uma Rede Tecida pelos Afetos
percepções, interfaces e os agentes que fazem o cuidado na Rede de Atenção Psicossocial da Infância e Adolescência
Palavras-chave:
Colaboração Intersetorial, Serviços de Saúde Mental, Educação em Saúde, Educação InclusivaResumo
Resumo: O modelo comunitário de atenção à saúde mental foi a proposta de cuidado de pessoas em sofrimento psíquico e com transtornos mentais, em substituição aos manicômios. A partir da ótica de reinserção social, surge a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contando com diferentes níveis de complexidade e colaboração com escolas, assistência social, centros culturais e da família. O Centro de Atenção Psicossocial da Infância e Adolescência - CAPSi ficou responsável por regular a porta de entrada da rede e dar suporte às famílias e demais serviços, constituindo-se como espaço estratégico de promoção de saúde. Objetivo: analisar as percepções dos profissionais de saúde, educadores e usuários sobre o tema do cuidado, dentro do território de referência do CAPSi Pandorga-GHC, situado no município de Porto Alegre–RS. Metodologia: Estudo descritivo exploratório com abordagem qualitativa, no qual a técnica utilizada foi analítica hermenêutica fenomenológica. A população foi composta por profissionais da saúde, da educação e familiares. Foi realizada coleta múltipla de dados a partir de entrevista semiestruturada, observação participante e análise documental. As falas foram gravadas em áudio e transcritas pela pesquisadora utilizando o software Transkiptor, de conversão de áudio para texto. A investigação partiu de uma leitura inicial, de modo a agregar os dados em núcleos significantes, aprofundando a interpretação por meio de análise fenomenológica e aporte teórico complementar. Resultados: Os temas que emergiram foram organizados em quatro categorias, a partir das narrativas dos participantes: Uma rede tecida pelos afetos; Uma rede e seus nós; Uma rede de jogos de palavras; Uma rede (in)visível. Conclusões: foram constatadas as fragilidades das relações internas e institucionais no trabalho intersetorial, a presença da estigmatização dos sujeitos com transtornos mentais e seus familiares, a intensidade do cuidado na perspectiva psicossocial, assim como a apresentação de um território criado a partir da subjetividade dos participantes.
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