Auriculoterapia no SUS
relato de experiência da elaboração do protocolo operacional padrão para utilização no GHC
Palavras-chave:
Auriculoterapia, Sistema Único de Saúde, Terapias ComplementaresResumo
INTRODUÇÃO: A auriculoterapia é um método terapêutico que utiliza pontos específicos no pavilhão auricular para tratar uma variedade de condições, tanto físicas quanto psicossomáticas. Sua eficácia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em 1990, que a categorizou como uma terapia de microssistema, destacando seu potencial na promoção e manutenção da saúde, além de seu papel no tratamento de diversas enfermidades. No Brasil, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICS), estabelecida em 2006, reforçou a importância da auriculoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo que essa abordagem terapêutica fosse incorporada às práticas de saúde pública. Essa inclusão contribui para a diversificação das opções de tratamento disponíveis aos pacientes, promovendo uma abordagem mais holística e integrativa. Em 2022, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizou um avanço significativo ao oferecer qualificação em auriculoterapia para a Rede de Atenção à Saúde (RAS). Após a capacitação dos profissionais, foi formada uma comissão para elaboração de material informativo e a construção de um Protocolo Operacional Padrão (POP) para utilização nas áreas assistenciais do GHC. OBJETIVO: O trabalho visou capacitar profissionais de saúde, elaborar o material instrutivo, bem como um POP, com o intuito de ampliar o acesso dos pacientes a tratamentos complementares no SUS, melhorando a qualidade do atendimento e a experiência do cuidado. MÉTODO: Relato de experiência. RESULTADOS: Para implantar e implementar a auriculoterapia nos serviços do GHC, um grupo de participantes dessa formação desenvolveu um documento orientador e o protocolo de auriculoterapia para incorporação nos atendimentos realizados nos serviços do GHC. CONCLUSÃO: A promoção da auriculoterapia no SUS, com o advento do material instrutivo e o POP para uso na RAS do GHC é um exemplo de como práticas integrativas do SUS podem ser integradas ao sistema de saúde, oferecendo aos pacientes alternativas que consideram suas necessidades globais e promovem uma abordagem mais humanizada e efetiva no tratamento de doenças.
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