Protocolo de Atendimento ao Paciente PCD
atenção humanizada e prioritária centrada nas necessidades dos pacientes pediátricos com deficiência
Palavras-chave:
Saúde da Pessoa com Deficiência, Humanização da Assistência, Equidade no AcessoResumo
Introdução: A Pessoa com Deficiência (PcD) é aquela que tem comprometimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que podem dificultar sua participação plena na sociedade em igualdade de condições. O Protocolo PcD HCC prevê e orienta o atendimento aos pacientes PcD (Física, Auditiva, Visual, Mental/Intelectual, Múltipla e Autismo) nas portas de entrada no Hospital Criança Conceição (HCC), em conformidade com a legislação. Objetivo: Descrever a implementação de um protocolo que visa melhorar a qualidade da assistência aos usuários do SUS, oferecendo um cuidado integral e assistência multiprofissional sob uma lógica interdisciplinar, humanizada e centrada nas necessidades dos pacientes com deficiência de maneira prioritária. Metodologia: O protocolo é aplicado às portas de entrada (acessos) do HCC, que oferecem o primeiro atendimento aos pacientes, como: emergência, ambulatórios e bloco cirúrgico. O protocolo, implantado em junho de 2024, incluiu a capacitação das equipes assistenciais e administrativas envolvidas no atendimento e o desenvolvimento de um projeto de sinalização dos espaços. Resultados: Foi realizada a sinalização do cadastro, norteando o fluxo de atendimento prioritário na emergência (dentro de sua classificação no protocolo de Manchester) e ambulatórios, além da realização de cirurgias na ordem prioritária. Para aprimorar o atendimento, foram designados locais específicos para os pacientes PcD e seus acompanhantes, com sinalização de assentos preferenciais e áreas de descompressão com redução do fluxo de pessoas, proporcionando mais conforto sensorial ao paciente. Conclusão: Desde a sua implantação, o Protocolo tem proporcionado melhorias na jornada do paciente PcD, aumento na satisfação dos pacientes e responsáveis e maior sensibilização e conscientização dos profissionais envolvidos. A organização dos fluxos hospitalares internos também se tornou mais clara e definida. Sugerimos a criação de indicadores de eficiência do atendimento para avaliar e aperfeiçoar os processos.
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