Características Sociodemográficas e Obstétricas entre as Mulheres que Realizaram a Inserção de DIU de Cobre (TCU 380A) Pós-placentário em uma Maternidade Pública do Sul do Brasil
Palavras-chave:
Planejamento Familiar, Anticoncepcionais, Acesso aos Serviços de Saúde, Dispositivos IntrauterinosResumo
Introdução: O planejamento reprodutivo visa assegurar os direitos sexuais e reprodutivos através do acesso a métodos contraceptivos. Contudo, o acesso a esses métodos pode ser influenciado por características sociodemográficas e culturais, com populações vulneráveis enfrentando dificuldades para utilizarem serviços de saúde1-3. Objetivo: Descrever as características sociodemográficas e obstétricas de mulheres que realizaram inserção de Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre (TCu 380A) pós-placentário em uma maternidade pública no sul do Brasil. Metodologia: Estudo transversal com dados de uma coorte maior. Incluíram-se mulheres que inseriram DIU de cobre pós-placentário no local de estudo, excluindo aquelas sem condições físicas ou mentais para responder ao questionário, <18 anos, não fluentes em português ou com suspeita/confirmação de COVID-19. A coleta de dados, proveniente de entrevista presencial e prontuário, utilizou instrumento padronizado e pré-codificado aplicado até 48h após a inserção do DIU. Os dados foram agrupados no Excel® e analisados descritivamente. Estudo aprovado pelo CEP da Instituição (parecer nº 4.232.222) e as entrevistas ocorreram após a assinatura do TCLE. Resultados: A amostra incluiu 347 mulheres majoritariamente com idade entre 25 e 34 anos (48,1%), com 10 a 12 anos de estudo (47,3%), etnia branca (62,5%), renda entre 1 e 2 salários-mínimos (42,9%), com parceiro(a) (89,3%). A maioria tinha 3 ou mais gestações (40,1%) e 79,5% não possuíam histórico de abortamentos. O pré-natal ocorreu exclusivamente no SUS para 85%, com >6 consultas (77,5%), e 59,9% eram gestantes de alto risco. Ademais, 61,7% não utilizavam métodos contraceptivos antes da gestação; destas, 30,6% não pretendiam engravidar. Conclusões: A amostra de mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e com características obstétricas que exigem maior atenção no planejamento reprodutivo beneficiou-se da oferta do DIU, sublinhando a importância de ampliar a disponibilidade do dispositivo em maternidades públicas.
Publicado
Como Citar
Copyright (c) 2024 Autor e Revista

Este trabalho está licensiado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.