Play Blow

da brincadeira ao jogo sério, uma inovação tecnológica em saúde

Autores

Palavras-chave:

Inovação em Saúde, Fisioterapia Respiratória, Gamificação, Jogos Digitais

Resumo

RESUMO: O projeto Play Blow emerge como uma inovação tecnológica no campo dos Jogos Sérios, com o intuito de transformar o tratamento fisioterapêutico respiratório infantil em uma experiência lúdica e engajante. Este jogo digital visa motivar crianças a realizar exercícios ventilatórios de forma divertida e eficaz. Utilizando a Unity Engine para a criação de um ambiente Mobile, o Play Blow incorpora um hardware especializado, composto por um sensor de pressão, uma placa ESP32 WEMOS, uma bateria recarregável e um regulador de tensão de 5V, que funciona como um espirômetro. Este dispositivo capta as expirações e inspirações do jogador, transmitindo-as ao jogo via Bluetooth Low Energy (BLE) com o auxílio de uma biblioteca Java. Para facilitar o manuseio por parte das crianças, uma carenagem foi especialmente desenvolvida para acoplar o hardware. A narrativa do jogo se desenrola em um parque de diversões, onde os jogadores interagem com personagens que simulam as ações respiratórias do jogador. O Play Blow é composto por dois minijogos: no primeiro, o jogador ajuda um panda a navegar um rio em seu barquinho, utilizando expirações para movimentar a embarcação; no segundo, um elefante inspira água de um lago e a expira nos amigos, tornando o exercício de inspiração mais divertido. Atualmente na fase final de  desenvolvimento, o Play Blow já passou por testes de integração entre o hardware e o software, com ajustes finais em andamento. Resultados preliminares indicam que o jogo é compatível com celulares de baixo custo, ampliando seu alcance. A pesquisa-aplicada será realizada em outubro, envolvendo crianças voluntárias em condições normais respiratórias. O Play Blow representa um avanço significativo na aplicação de tecnologias digitais para a saúde, prometendo não apenas melhorar a adesão ao tratamento fisioterapêutico respiratório infantil, mas também abrir caminhos para novas formas de engajamento terapêutico através do lúdico.

Biografia do Autor

Diego Monroe Kurtz, HOSPITAL DA CRIANÇA CONCEIÇÃO

Mestre em Avaliação e Produção de Tecnologias para o SUS. Fisioterapeuta do Hospital da Criança Conceição, coordenador e conhecedor do domínio no projeto pela equipe GHC.

Juliano Varella de Carvalho, Feevale

Doutor em Ciência da Computação pela PUCRS. Professor e coordenador de curso na Feevale. Coordenador do projeto Play Blow na Feevale.

Marta Rosecler Bez, Feevale

Doutora em Informática na Educação pela UFRGS. Professora e coordenadora de curso na Feevale. Pesquisadora participante do projeto Play Blow.

Andrêsa Vargas Larentis, Feevale

Doutora e Mestre em Computação Aplicada pela Unisinos. Bolsista DTI do projeto Play Blow.

Vandersilvio da Silva, Feevale

Mestre em Ciência da Computação pela UFRGS. Professor na Feevale.  

Rafael Schmidt Schneider, Feevale

Graduando do Curso de Ciência da Computação na Feevale. Bolsista de Iniciação Científica.

Gabriel Rodrigues Franco, Feevale

Graduando do Curso de Sistemas de Informação na Feevale. Bolsista de Iniciação Científica.

Publicado

2024-11-25

Como Citar

MONROE KURTZ, D.; VARELLA DE CARVALHO, J.; ROSECLER BEZ, M.; VARGAS LARENTIS, A.; DA SILVA, V.; SCHMIDT SCHNEIDER, R.; RODRIGUES FRANCO, G. Play Blow: da brincadeira ao jogo sério, uma inovação tecnológica em saúde. Cadernos de Ensino e Pesquisa em Saúde, v. 4, n. Supl. 2, p. 51, 25 nov. 2024.