Implementação do Protocolo Assistencial Audit-C em um Hospital Universitário de Porto Alegre
Palavras-chave:
AUDIT, Ciência da Implementação, Transtorno por Uso de ÁlcoolResumo
O Alcohol Use Disorders Identification Test-Concise é um instrumento de avaliação do padrão de consumo de álcool, composto por três perguntas e que está em processo de implementação, em formato de protocolo assistencial, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A partir do rastreamento do abuso de álcool, permite-se a identificação de casos de risco de desenvolvimento da síndrome de abstinência alcoólica, além de evitar complicações clínicas decorrentes do uso desta substância. Objetivo: Descrever o processo de implementação do protocolo de rastreamento do consumo do álcool pela equipe hospitalar no processo de adesão à escala. Metodologia: a equipe do Serviço de Psiquiatria de Adições e Forense realizou treinamentos com enfermeiros de oito unidades de internação clínica do hospital geral de alta complexidade, fornecendo-lhes orientações sobre a aplicação do protocolo de forma adequada e eficiente. Resultados: até o presente momento, pôde-se concluir que os maiores desafios estão relacionados à baixa percepção de risco por parte das equipes e necessidade por parte da equipe de enfermagem. Ademais, a ideia de que o processo não terá continuidade a partir do resultado da escala, não entender os benefícios da prática, o tempo dispensado na aplicação do protocolo e o constrangimento com a realização das perguntas também são barreiras. Em contrapartida, há muitos facilitadores que favorecem a aplicação da escala: a aplicação é rápida e intuitiva, a capacitação é rápida (5 a 10 minutos) e o instrumento é de fácil compreensão. Conclusão: identificada a importância do rastreamento do álcool, entende-se viável a utilização da escala por outras instituições de saúde. Dessa forma, salienta-se que diante do mapeamento dos principais facilitadores e obstáculos na implementação do protocolo, pode-se elencar estratégias para a continuidade do processo, inclusive por outros órgãos. Além disso, é fundamental revisar e adaptar as formas de aplicação do protocolo nos diferentes setores do hospital, garantindo uma utilização prática e preventiva de gravidade clínica.
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