Análise dos Indicadores de Saúde Bucal Propostos na Portaria de Cofinanciamento Federal da Atenção Primária à Saúde

Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024

Autores

Palavras-chave:

Saúde Bucal, Indicadores, Financiamento

Resumo

A nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde será composta por 6 componentes, sendo que a  equipe de Saúde Bucal (eSB) foi incluída no Componente de Qualidade. O recebimento do incentivo financeiro considerará os resultados alcançados pelas eSB em 6 temas para indicadores que foram pré-estabelecidos: primeira consulta programada, tratamentos concluídos, taxa de exodontia,, escovação dental supervisionada, proporção de procedimentos preventivos e tratamento restaurador atraumático. Os resultados serão classificados em “ótimo", “bom”, “suficiente” e regular, e durante 12 meses (maio de 2024 a abril de 2025) todas as equipes serão consideradas a nível “bom”. Assim, o presente estudo objetiva analisar, descrever e avaliar os indicadores de Saúde Bucal estabelecidos na Portaria GM/MS 3.493, e explorar possíveis mudanças no cofinanciamento federal. Se tratando de um estudo descritivo transversal com dados secundários, serão utilizados os dados da produção odontológica e cadastros vinculados de Porto Alegre, correspondentes ao período de maio de 2023 a abril de 2024, registrados no Sistema de Informações para Atenção Básica. Os resultados preliminares mostraram que Porto Alegre alcançou, no período elencado, 8,87% como indicador de primeira consulta odontológica programada, 69,96% como indicador razão entre tratamentos concluídos e iniciados,  11,04% para a razão entre exodontias e total de procedimentos individuais, 0,08% de escovação dental supervisionada, 15,94% como indicador da proporção entre procedimentos preventivos e procedimentos individuais e 0% no indicador tratamento restaurador atraumático. Conclui-se que a ausência, até o momento, da Nota Técnica que estabelecerá os indicadores, método de cálculo e metas, está sendo prejudicial no cenário de transição, uma vez que as equipes e os gestores precisam de subsídios que permitam a análise da situação de saúde a partir de suas produções para a elaboração de um plano de ação. 

Biografia do Autor

Luiza Sokolovsky Napoleão, Grupo Hospitalar Conceição

Cirurgiã-Dentista pela Universidade Federal de Pelotas. Residente em Saúde da Família no Grupo Hospitalar Conceição.

Eduardo Dickie de Castilhos, Universidade Federal de Pelotas

Doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas. Professor Associado do Departamento de Odontologia Social e Preventiva na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas.

Daniel Demétrio Faustino da Silva, Grupo Hospitalar Conceição

Doutor em Saúde Bucal Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor no Mestrado Profissional em Avaliação de Tecnologias para o SUS do Grupo Hospitalar Conceição.

Publicado

2024-11-25

Como Citar

SOKOLOVSKY NAPOLEÃO, L.; DICKIE DE CASTILHOS, E.; DA SILVA, D. Análise dos Indicadores de Saúde Bucal Propostos na Portaria de Cofinanciamento Federal da Atenção Primária à Saúde: Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024. Cadernos de Ensino e Pesquisa em Saúde, v. 4, n. Supl. 2, p. 04, 25 nov. 2024.