O Papel da Gestão de Altas na Transição do Cuidado Pós Alta Hospitalar

Autores

Palavras-chave:

Cuidados de transição, Enfermagem, Alta Hospitalar, Continuidade da Assistência ao Paciente

Resumo

A transição de cuidado caracteriza-se por um conjunto de ações em saúde com a finalidade de promover a continuidade do cuidado do paciente. Tais ações tornaram-se prática no Escritório de Gestão de Altas (EGA), que articula e organiza, junto à Rede de Atenção à Saúde (RAS), condutas que visam o direcionamento do cuidado de acordo com as necessidades do paciente após a alta. O objetivo deste trabalho é descrever o processo de transição de cuidado pós alta hospitalar realizado pelo escritório de gestão de altas. Trata-se de um relato de experiência da equipe de gestão de altas de um hospital público de Porto Alegre. Em 2017, o hospital idealizou uma equipe multidisciplinar com o objetivo de gerir os processos de alta hospitalar e de continuidade do cuidado. Desde então, a realização das transições de cuidado é uma das principais atividades da equipe. Os critérios para selecionar os pacientes com necessidade de acompanhamento após a alta são: alto risco de reinternação; necessidade de cuidados complexos com curativos ou dispositivos invasivos; dificuldade de adesão ao tratamento e necessidade de reabilitação. A partir disso, assim que a alta é confirmada, a equipe do EGA faz contato telefônico com o serviço de saúde de referência do paciente para fornecer as informações sobre a internação e o plano de cuidados. Nesse momento, o acompanhamento pós alta é direcionado de acordo com as necessidades do paciente, como por exemplo, consulta na unidade de saúde, visita domiciliar ou vínculo com o serviço de atenção domiciliar. A articulação e a comunicação entre o hospital e a RAS é essencial para a qualificação e segurança das transições. Bem como, a contribuição da continuidade do cuidado para redução dos riscos de reinternação e óbito dos pacientes após a alta.

Biografia do Autor

Ayanna Farias Moraes, Hospital Nossa Senhora da Conceição

Acadêmica de Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estagiária no Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Ana Paula Fabbris Andreatta, Hospital Nossa Senhora da Conceição

Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Assistente social no Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Bianca Aparecida Greine de Moraes, Hospital Nossa Senhora da Conceição

Acadêmica de Enfermagem pelo Centro Universitário Ritter dos Reis. Estagiária no Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Gusthavo Mandelli, Hospital Nossa Senhora da Conceição

Residência médica em nefrologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Médico no Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Priscila Silva da Silva, Hospital Nossa Senhora da Conceição

Pós-graduação em Enfermagem Cardiovascular pela Universidade do Vale do Itajaí. Enfermeira no Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Jociele Gheno, Hospital Nossa Senhora da Conceição

Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Enfermeira no Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Publicado

2024-11-25

Como Citar

FARIAS MORAES, A.; FABBRIS ANDREATTA, A. P.; GREINE DE MORAES, B. A.; MANDELLI, G.; SILVA DA SILVA, P.; GHENO, J. O Papel da Gestão de Altas na Transição do Cuidado Pós Alta Hospitalar. Cadernos de Ensino e Pesquisa em Saúde, v. 4, n. Supl. 2, p. 30, 25 nov. 2024.