Atuação do Escritório de Gestão de Altas nos Rounds Multidisciplinares
um relato de experiência
Palavras-chave:
Enfermagem, Alta Hospitalar, Equipe de Assistência Multidisciplinar, Comunicação MultidisciplinarResumo
O round multidisciplinar é um momento de encontro entre as equipes envolvidas no cuidado do paciente e permite a discussão clínica, abordando condutas e observações relevantes do tratamento, bem como, orientações e encaminhamentos de fluxos para a Rede de Atenção à Saúde (RAS). O Escritório de Gestão de Altas (EGA) tem papel fundamental nesse trabalho, pois auxilia na implementação dos rounds com diversas especialidades, focando na desospitalização do paciente por meio da agilização de pendências e auxílio na organização da alta. O objetivo do trabalho é apresentar a atuação do EGA nos rounds multidisciplinares. Trata-se de um relato de experiência de uma equipe de gestão de altas de um hospital público de nível terciário do sul do Brasil. Essa equipe atua no hospital desde 2017, sendo composta por profissionais de diferentes categorias. A organização dos rounds multidisciplinares é uma das principais atividades realizadas pelo EGA, desde a sua criação. Isso porque sua realização promove o compartilhamento de decisões, gerando um cuidado individualizado e assistência contínua que levam a uma alta hospitalar segura, diminuindo as chances da descontinuidade do cuidado e falhas de comunicação. Também é monitorado o acompanhamento das presenças dos profissionais, visto que estimula a participação. Além disso, os profissionais da equipe multidisciplinar percebem como oportunidade para apontar as necessidades prioritárias do paciente e direcionar demandas. A participação dos profissionais permite contribuições de diferentes áreas, qualificando a assistência e auxiliando no seguimento do cuidado, o qual se estende para além da internação, por meio da transição do cuidado. Dessa forma, a atuação do EGA nos rounds multidisciplinares carrega a função de qualificar a alta hospitalar a fim de diminuir o tempo de internação e evitar reinternações, visto a necessidade de rotatividade dos leitos hospitalares e otimização dos recursos do Sistema Único de Saúde.
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