Enchentes no Rio Grande do Sul
experiências de enfermeiras residentes do Programa de Saúde da Família
Palavras-chave:
Atenção à Saúde, Enchentes, População Desalojada, Trabalho VoluntárioResumo
O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de duas enfermeiras residentes do primeiro ano do Programa de Saúde da Família em abrigos para refugiados climáticos após a maior enchente do estado do Rio Grande do Sul. O objetivo deste relato é compartilhar vivências e refletir sobre um momento de calamidade pública, buscando entender como este momento afetou os trabalhadores, usuários e o sistema de saúde como um todo. A participação das enfermeiras residentes ocorreu em diversos abrigos, organizados por cidadãos voluntários ou pelo governo. Entre as atividades desenvolvidas, estão destacadas atividades específicas da área da saúde como realização de curativo, vacinação, acolhimento e escuta ativa, exame físico, organização de receitas e orientações gerais e específicas de saúde. Além disso, foram realizadas atividades de contribuição para o bem estar geral dos abrigados, como organização do fluxo de trabalho, organização de doações e auxílio na alimentação e higiene dos mesmos. Como resultados relacionados aos usuários, notou-se bom vínculo entre usuários e trabalhadores da área da saúde e cidadãos voluntários, foi relatado sentimentos de gratidão, pertencimento e acolhimento. Como resultado entre os trabalhadores da área da saúde e voluntários, notou-se sentimentos de alívio relacionados a estar contribuindo na ajuda para outras pessoas, além de união e trabalho em equipe. Entende-se que estes espaços foram de suma importância para os cidadãos refugiados, uma vez que promoveu segurança e suprimento das necessidades básicas. Sendo, também, essenciais para estimular e praticar o cuidado humanizado, contribuindo de forma excepcional na formação de residentes da área da saúde e outros trabalhadores. É necessário, diariamente, reinventar o cuidado em saúde, buscando novos modos e fazeres da nossa prática. Fica evidenciado o quão fundamental é trabalhar aspectos como empatia, equidade e solidariedade fundamentados e amparados pela rede estruturada de apoio à situações semelhantes.
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