Capacitação em parada cardiorrespiratória

lacunas para uma atuação eficaz da equipe de enfermagem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66105/caeps.v6i1.504

Palavras-chave:

Equipe de enfermagem, Reanimação cardiopulmonar, Parada cardiorrespiratória, Educação em saúde, Qualidade da assistência à saúde

Resumo

OBJETIVO: Descrever as lacunas da capacitação em parada cardiorrespiratória (PCR) relatadas pela equipe de enfermagem. MÉTODO: Estudo transversal descritivo, realizado por meio de formulário online aplicado à equipe de enfermagem de enfermarias assistenciais de um hospital universitário. A coleta de dados ocorreu entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025 e incluiu variáveis sociodemográficas e profissionais, percepção da atuação durante a PCR e realização de capacitação em PCR. Os dados foram coletados e analisados por meio da plataforma REDCap®, utilizando estatística descritiva simples, com apresentação dos resultados em tabelas. RESULTADOS: Participaram 45 profissionais, dos quais 73,3% eram mulheres, com média de idade de 40 anos (dp ±6,93). A maioria possuía formação técnica em enfermagem (53,3%) e atuava diretamente no cuidado ao paciente. Quanto à atuação em PCR, 53,4% relataram confiança no reconhecimento rápido do evento, enquanto 46,2% demonstraram incerteza. Embora 55,6% se sentissem preparados para iniciar as manobras de Suporte Básico de Vida (SBV), 26,6% não se consideraram plenamente capacitados. Foram identificadas dificuldades como insegurança no atendimento à PCR (33,3%), baixa aplicação dos protocolos vigentes (48,9%), dificuldade na execução de compressões torácicas e ventilações (37,8%), insegurança na administração de medicamentos (22,2%), ausência de treinamentos em locais não convencionais (63%), baixa frequência de capacitação (37,8%) e confiança pós-capacitação não consolidada (32,6%). Além disso, 57,8% haviam recebido capacitação em PCR nos últimos dois anos, e 97,8% concordaram que treinamentos adicionais aumentam a confiança para atuar em PCR. CONCLUSÃO: As lacunas identificadas evidenciam a necessidade urgente de intervenções direcionadas para aprimorar o processo ensino-aprendizagem e garantir a qualidade do atendimento em situações críticas.

Biografia do Autor

Glicia Gleide Gonçalves Gama, Universidade Federal da Bahia

Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia. Chefe da Unidade de Clínica Médica do Hospital Universitário Professor Edgard Santos e Professora Adjunta da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Salvador, Bahia, Brasil.

Geiciele Varjão Castor Araújo, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Graduanda em Enfermagem pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Estudante de Enfermagem. Salvador, Bahia, Brasil.

Andreia Santos Mendes, Universidade Federal da Bahia

Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal da Bahia. Enfermeira da Comissão de Educação Permanente em Enfermagem do Hospital Universitário Professor Edgard Santos. Salvador, Bahia, Brasil.

Rogerio Felipe Almeida Silva Paixão, Hospital Universitário Professor Edgard Santos

Enfermeiro especialista em Urgência e Emergência pelo Instituto IBPEX. Referência Técnica de Enfermagem na Unidade de Clínica Médica do Hospital Universitário Professor Edgard Santos. Salvador, Bahia, Brasil.

Murilo Cândido do Monte Damasceno, Hospital Universitário Professor Edgard Santos

Médico pelo Centro Universitário UNIFTC/ ZARNS Chefe de Setor de Cuidados Especializados do Hospital Universitário Professor Edgard Santos. Salvador, Bahia, Brasil.

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artigo

Publicado

2026-05-26

Como Citar

GAMA, G. G. G.; ARAÚJO, G. V. C.; MENDES, A. S.; PAIXÃO, R. F. A. S.; DAMASCENO, M. C. DO M. Capacitação em parada cardiorrespiratória: lacunas para uma atuação eficaz da equipe de enfermagem. Cadernos de Ensino e Pesquisa em Saúde, v. 6, n. 1 Fluxo Contínuo, p. e504, 26 maio 2026.